Acabou-se o tempo ó Passos

Perguntar-me-ia que português não vocifera contra o Primeiro Ministro ao saber que de dia para dia o grande capital é isento à crise. Os mesmos que a provocaram , são aqueles mais vantagens têm na altura de pagar a factura.

Um artigo do jornal Público dá conta disso mesmo.

Ao anunciar mais austeridade para os portugueses, sem tocar nas medidas que visem repartir os sacrifícios entre o grande capital , Passos Coelho está como a dizer aos restantes portugueses, que são eles os responsáveis pelo endividamento, que são eles os responsáveis pelos desfalques que são eles também culpados pelo estado degradante a que o país chegou em todos os domínios,estando em causa a soberania de Portugal.

Acontece que se o actual Primeiro Ministro , tivesse dito ao que vinha , ele – Passos Coelho, estaria cheio de razão, e poderia afirmar – «eu avisei que vos ia sobrecarregar em impostos, mesmo assim votaram em mim». Mas não, preferir mentir , e mal chegado ao poder , lançou a carta que qualquer político rasca , tem na manga. Rapidamente afirmou que não sabia do estado da nação.  Mas isso não de todo verdade. Depois do PEC4 de Sócrates , todos nós sabíamos do estado calamitoso das finanças nacionais.  Isso faz com que  Passos Coelho , possa ser facilmente acusado de mentir , pois fê-lo com um único propósito , o de chegar ao poder.Existem cerca de dez milhões de testemunhas. Chama-se traição a uma nação, e neste caso a todo o povo português.

Os portugueses vão incriminar um dirigente que lhes deu esperança e que agora se constitui como o seu pior inimigo. O mais grave é que ao contrário de Pilatos , este político não pode lavar as mãos.  O seu último anúncio pelo Facebook é quase um aviso de guerra aberta com quem trabalha.  Nas suas palavras os grandes grupos financeiros ficarão ilesos, enquanto que,  para o comum lusitano ainda o esperam mais sacrifícios. Não , senhor Primeiro Ministro, está enganado. O povo português é tolerante, mas não é estúpido. Acabou-se o seu tempo de antena !

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